Este é meu cantinho,onde são bem vindos todos amigos amantes da arte poética,vou postar apenas o que sair de minha mente não impeço porém, que ao comentar possa postar tambem sua obra desde que seja sua. Os grandes artistas deste meio já estão consagrados e tem suas obras publicadas e conhecidas,este espaço é para quem não tem esse conhecimento. Obrigado pela sua visita.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Me empresta o piruzinho?
As coisas que me acontecem ás vezes parecem feitas por encomenda ou ensaiadas para me surpreender.
Certa vez na cidade de Joinville SC quando eu fazia uma instalação de um sistema wi-fi na casa de uma cliente,descobri que não dava para instalar o aparelho no quarto dela como queria.
Aṕos fazer todos os testes na tubulação,tentar com a guia passa-fio de um lado para outro constatei que só conseguiria entrar com o cabo de rede até a sala dela,ela achava que feria a estica de seu ambiente social.
Mas quando ela percebia tanto esforço,eu disse:
_ não vai dar para ir até o quarto só poderei deixar o aparelho aqui na sala.
Ela me responde:
_Pois agora.Não entendi a expressão,repeti:_Não vai dar para instalar no quarto.
Ela repete:_Pois agora.
Depois de umas três repetições desta frase,compreendi que "pois agora"na linguagem local deveria significar "fazer o que",desta forma me autorizando fazer o serviço como era possível.
Ontem aqui na minha rua,uma vizinha olha para mi lá de seu portão que fica umas três casas abaixo e grita:
_Voce tem um piruzinho ai para me emprestar?
Pensei rápido,meu Deus e agora?O que é piruzinho?Tenho o não tenho?
Antes mesmo de descobrir o que era o tal piruzinho,eu respondi com a cabeça negativamente,nem quis saber do que se tratava.
Depois de algum tempo,foi que lembrei que já havia ouvido alguem falar isso,rebobinei a fita de meu cérebro e lembrei que piruzinho é carrinho de mão,carriola.
É isso são expressões que fazem rica nossa lingua Portuguesa Brasileira,tenho certeza que por este nosso país continental,chamado Brasil existem inúmeras expressões diferente de um estado para outro.
Assim com a erva de Santa Maria que conhecemos no sul e sudeste,lá para o nordeste e norte a chamam de mastruz,nome parecido com nosso mentruz que é uma planta totalmente diferente.
Celio Rheis
sábado, 3 de janeiro de 2015
Aquele sete de setembro..
Naquele sete de setembro,uma tristeza imensa tomou conta do coração e da alma daquele garoto,vamos chamá-lo apenas assim "o garoto"
Na semana que antecedeu as festividades daquele sete de setembro,foi feita toda a preparação,ensaios,confecção dos bastonetes com os quais se daria o ritmo.
O garoto,todo entusiasmado,participando ativamente,ele era um deste alunos cujos pais não podiam comprara materiais,roupas,brinquedos,mas ele se contentava com pouco,aquela preparação das festividades estavam sendo extasiantes.
Os ensaios foram realizados,de forma que nada deveria dar errado para a escola,para as festividades porque para ele nada garantia isso.
Ele era um dos garotos mais pobre da classe,recebia de uma tal caixa escolar seus materiais bem minguados,ele via as pastas de seus colegas cheias de materiais bonitos,cadernos,lápis,canetas,mas ele não podia ter.
No dia sete de setembro,ele chegou na hora combinada para que todos chegassem, esperaram chegar o momento de se formarem em fila para iniciar então o tal desfile.
Qual não foi a surpresa do garoto por estar sem a camisa do uniforme,foi impedido de desfilar,ele não entendia porque não poderia,era apenas uma camisa.
Passou o desfile inteiro á sua frente enquanto suas lágrimas desciam,foram algumas horas,uma,duas,ele não sabe dizer,mas parecia eternidade,vendo aquele desfile sem poder estar participando.
Ele nem sequer se lembra se assistiu até o fim,ele via cara toda feliz dos colegas desfilando e sentia vontade de estar também ali.
Passou o tempo dias meses,o garoto saiu da escola ainda na quarta série,pois já havia perdido tempo demais para chegar até ali.
O garoto que nunca havia sido reprovado no entanto estava com quatorze anos e na quarta serie concluída claro,havia sido promovido á quinta,poderia fazer o ginasial,mas já era meio velho.
Este atraso escolar se deu pelo fato de que morava na área rural até aos onze anos e sempre antes dos exames finais seu pai mudava de lugar,fazenda,escola e não se conseguia concluir o ano escolar.
Por seu trauma do sete de setembro,por se sentir envergonhado naquela idade no meio dos pequenos e talvez o sonho do primeiro emprego,lá se vai o garoto,sai da escola e procura trabalho.
O tempo passou novamente,agora os anos,décadas,o garoto,voltou a estudar,mas nunca mais esqueceu daquele sete de setembro.
Celio Rheis
Mineirinho e a Malouqueirinha
Mineirinho era um garoto,deste chegado de Minas Gerais,apesar de já haver vários anos ele ainda mantem seu tipo caipira,autentico mineiro,daqueles que falam uai sem preocupação,come tutú, pão de queijo com prazer.
Mas mineirinho vive na capital paulista anos setenta,quando em seu bairro ainda existem muitos terrenos baldios,onde se pode brincar de bola,pião bolinhas,soltar pipas.
È em um destes espaços que mineirinho está brincando com alguns amigos perto de sua casa,duas ou três ruas abaixo há uma favela iniciante ainda, diferente das favelas que existem hoje.
Ainda são formadas pela quase maioria de pessoas,que realmente não tem onde morar,pagar aluguel?Nesta época era coisa rara apenas para quem podia,comprar terreno e construir era até um tanto quanto fácil,lá pelos cafundós.
Mas voltando ao mineirinho e sua trupe,estão ali jogando bolinhas,como eram vários alguns jogavam bolinhas outros conversavam,porque neste tempo já era assim cada brinquedo em seu tempo.
Tempo de pião,de bolinhas,de pipas,etc...não me lembro de outros brinquedos com tempos determinados exceto os que surgiam e sumiam como bate bag.ioiô e outros.
Eis que passa uma menina,e mineirinho brinca com ela,ela corresponde a brincadeira muito educadamente de ambas as partes.
Grita um dos infantes:
_Olha o mineirinho,até as malouqueirinhas da favela ele conhece.Mineirinho fica sem jeito,sem saber o que fazer pois o cara é seu amigo,mas amenina é sua prima.
Ele apenas diz:
_É minha prima seu "jacu".(no mineirês é o mesmo que idiota),eis que o irmão da menina estava no meio da turma,portanto primo de mineirinho,mas este apenas foi bravo tirar satisfação com o moleque.
Este depois de se desculpar,junto ao mineirinho e seu primo,continuou brincando normalmente,com a turma.
Mas o irmão da "malouqueirinha"portanto malouquerinho também,nunca mais esqueceu aquela cena,muito provavelmente o mineirinho tenha a esquecido,pois ele não foi magoado,marcado,discriminado.
O garoto de certa forma também não tinha culpa,pois ele apenas reproduzia o que ele ouvia,era assim,é assim,muita gente que não vive na favela,tem mania de chamar a quem ali mora de malouqueiro sem saber que malouqueiro é o verdadeiro brasileiro,o índio que vivem os poucos que restam em maloca.
Maloca tão somente é um grande barracão coberto de palha ou capim onde se vive coletivamente,tenho certeza que aqueles a quem se tentou agredir com este termo hoje amaria a ideia de ser realmente índios,viver na selva livre até deste idiotas preconceituosos.
Diga mineirinho ao seu amigo,que sua prima não é mais "malouqueira",vive em casa própria,paga impostos como ele,ela progrediu graças exclusivamente ao seu trabalho.
Seu irmão também saiu da condição de favelado há muito tempo,não que isso denigra a imagem de alguém,o que denigre a imagem é a falta de caráter,ombridade,honestidade e isso existe muito mais nas mansões e palacetes do que dentro dos barracos da favela.
Celio Rheis
Te procurava no céu
Te procurava no céu em meio á constelação,mas te encontrei bem perto aqui mesmo no chão.
Minha estrela radiante rainha de raro brilho,coração cheio de amor que com a prole compartilho.
És minha doce energia meu encantado viver,me faz ser a cada dia mais apaixonado por voce.
Sua força de mulher,seu encanto de menina,só vem tornar gostosa minha vida minha sina.
Não sei ver o universo já não contemplaria o infinito,sem o brilho de seus olhos e este sorriso tão bonito.
Não peça meu silencio nem me impeça de gritar,aos quatro cantos do mundo que vou sempre te amar.
Muitas vezes falamos o que não se deve falar outras vezes silenciamos sem que devêssemos calar,mas quem ama se comunica simplesmente pelo olhar,no ato pele com pele,no suave se tocar.
Somos como as estrelas que se entrelaçam radiando,elas se enlaçam no brilho nós nos enlaçamos amando.
Não me prenda com atos nem me expulse com palavra vãs,faça o amor de hoje perdurar no amanhã,mesmo que nem tudo seja flor,como aquela da romã.
Te procurava no céu..
Celio rheis
domingo, 28 de dezembro de 2014
Palavras
Palavras são palavras,tão simplesmente palavras,mas tem imaginar a vida sem existir palavras.
Palavras que assustam,palavras que expressam vida,palavras de amor ou palavras bandidas,que nos alimentam,dão forças ou abrem tantas feridas.
Palavras que gritam palavras que não se calam,sem que ajam palavras as pessoas não se falam.
Palavras que encantam,palavras de carinho palavras que nos espantam,palavras que não são ditas,ficam presas na garganta.
Palavras que enfeitam a vida,tantas palavras bonitas,palavras compondo frases que por vez nunca são ditas.
Oh!Pequenas peças potentes,pequenas partes da escrita ou seria partes integrantes de um infinito quebra cabeças,girando em torno da mente para que eu nunca as esqueça.
São átomos carregados de incrível energia,trazendo par singelos textos a mais linda magia,transmitindo lindas mensagens provocando alegria.
Palavras...palavras..
Celio Rheis
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Carta do diabo ao Lula..
Esta estória é longa ,não cabe nem mesmo num livro
Quanto mais numa poesia
È um caso,complicado algo nada fraterno.
Trata-se do diabo, nu e cru sem fantasia
Mandando seu recado, para defender o inferno
De uma evasão terrestre, Ah!Tucanada arredia.
Uma carta endereçada, a um certo líder político.
Cabra arretado,da peste,um porreta nordestino.
O diabo dizia assim,para nosso líder no Brasil.
_Vou dizer no seu sotaque,viste aqui seu menino?
Segure seus conterrâneos,de língua felina ligeira.
Não mandem mais ninguém pra cá isto aqui ta explodindo.
Eu sei do sucedido, ai em sua terra planeta.
Houve uma baita eleição,para eleger presidente.
Entre uma bondosa dama,que foi você que indicou.
E um super arrogante de cabeça muito quente.
Que o povo inteiro renegou
Num vote neste peste,gente!
Mas o sujeitinho danado, mesmo até sem noção.
Procura de todo jeito ,passa verão ou inverno.
Querendo sempre puxar, o tapete da dama de vermelho.
E os seus camaradas,sem perder a pose manda turma dele para o inferno.
Te peço encarecidamente,segura a língua de seus moços.
Não mandem mais tucanos para cá,aqui sou eu quem governo.
Mas seu cabra vou te dizer,uma coisa tremenda.
Aqui embaixo ta feio, ta uma bagunça danada.
É tanto bico derretendo de tucano aqui chegando.
Um horrível cheiro, de tanta pena queimada.
Tem tucano na grelha,na assadeira, no forno.
Tem até tucana empanada.
Celio Rheis
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Fazendo história






Neste sábado,08/11/2014 ás quinze horas na Assembléia Legislativa do estado de São Paulo,entramos para os anais da história politica deste país,assinando o livro ata como fundadores do Partido Municipalista.
Com a presença do presidente nacional Cesar Rezek,o anfitrião da casa que concedeu o espaço deputado Campos Machado e municipalistas do Brasil inteiro.
Veja mais e cadastre-se nos ajudando a contruir este partido acess:
www.partidomunicipalista.com.br/192
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Fale de amor,viva o amor
Voce já percebeu que nunca se ouve em um acamapn ha politica,nenhum politico falar de amor?
Porque será?Porque falar de amor os carregaria de respónsabilidade?Ou porque não se sentem dignos de falar de amor?Ou porque não sabem o que é o amor?
Fale de amor seja voce politico ou não fale e exerça o amor,pratique o amor em sua plenitude.
Os pastores,padres lideres religiosos,falam tanto em "palavra" de Deus e não propagam o amor a verdaeira linguagem angelical aquela que qualquer um que se diz filho de Deus deveria propagar
Vamos falar de amor?Vamos fazer o mundo amar?
Celio Rheis-O poeta do Amor
Esu sou o autor..
Sou o autor de minha própria história,escrevo com sangue,suor e lágrimas,minhas próprias memórias.
Celio Rheis
Quando se ama..
Quando se ama,tudo é fantasia,no canto ou na poesia á noite ou ao raiar do dia,é um mundo de magia.
Quando se ama,nada chega ser impossivel,não á bareira intransponivel,nada deixa de ser tudo passa a contecer,até a dor vira prazer.
Quando se ama,nosso mundo florece,o dia nunca anoitece,a luz nos cobre vinte quatro horas, não temos medo do escuro,que venha então o futuro,não há noite só aurora.
Quando se ama,se deita e se rola na cama,que se dane se o sono não vem,amamos isto é absoluto queremos cada minuto ao lado desse alguem.
Ah!Morfeu passe ao longe de mim,se amo estou sim querendo ficar acordado,amando entrelaçado com minha deusa do amor.
Deixe a noite passar,é assim quando se quer amar,não importa as horas,os minuitos ou segundos,que se dane o mundo queremos mesmo é amar.
É assim,quando se ama.
Celio Rheis
sábado, 19 de julho de 2014
Dorme minha sereia...
Dorme minha sereia, dorme minha mulher, deixe os sonhos fluírem, voe para onde quiser.
Flutue sobre brumas, sobre montanhas algodoas, deixe esta noite ser mágica ,nesta viagem tão gostosa.
Prolongue o momento de amor, estique as horas de prazer viva agora em sonhos o que vivemos eu e você,
Dorme minha cigana, flutue minha sereia, sinta ainda a nossa gana, o sangue explodindo nas veias.
Viva o resto da noite, viva toda a madrugada, sentindo em sonho suave o prazer de ser amada.
Voe minha garça encantada, sobrevoe os lindos jardins, mas não esqueça de voltar e se trazer para mim.
Pode voar tranquila, pairar onde desejar, sinta-se sempre segura, protegida amparada, por que este seu guardião não a deixará por nada.
Dorme, voe, sonhe, amando e sendo amada, minha eterna amada.
Celio Rheis
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