Já te quis um dia, lá no meu íntimo até te desejei um dia, mas deixei sua imagem guardada no setor da fantasia. Era doce menina, daquelas que fascinam e nos deixam cheio de adrenalina, hoje já mulher do tipo coroa enxuta falarei ao seu ouvido será que me escuta?
O tempo passou enfim, mas sua imagem permanece acesa em mim, seu calor que pouco senti a suavidade de sua tez me fazia o louco da vez, mas eu disfarçava engolia em seco quando você passava, não podia deixar escapar que te desejava, era paixão proibida.
Quem é você ah! deixa quieto esta coisa de nome, apenas a sensação que me consome é suficiente para explodir minha mente, é impossível que eu a esqueça, vives aqui pulsando em minha cabeça, falta pouco para que eu enlouqueça, talvez seja apenas uma miragem uma loucura nesta vida.
Vou deixar você guardadinha aqui no cantinho, dentro de meu coraçãozinho não a deixarei se manifestar, sua força de bruxa pode até me dominar se eu a deixo escapar. Não é força que te mantem presa, mas luz que te mantem acesa como uma deusa no altar.
Deixe em silencio te amar, te querer te desejar.... Se não me acostumei, me acostumo, você é meu sonho de consumo.
Este é meu cantinho,onde são bem vindos todos amigos amantes da arte poética,vou postar apenas o que sair de minha mente não impeço porém, que ao comentar possa postar tambem sua obra desde que seja sua. Os grandes artistas deste meio já estão consagrados e tem suas obras publicadas e conhecidas,este espaço é para quem não tem esse conhecimento. Obrigado pela sua visita.
sexta-feira, 20 de junho de 2025
Meu sonho de consumo
terça-feira, 10 de junho de 2025
Enfim onde andas?
Por onde anda você? Será que caminha como eu de pés no chão ou voa com as asas da imaginação? Por onde anda a bela fada encantada de rara beleza e formosura, quase um anjo de candura. Estás encantando outro ser fazendo feliz seu ser, em te amar ou te ter? Será que lembras da alvorada, ou amanhecer?
Afinal onde anda você? Sabes bem que já rodopiou nos salões de minha mente, já ocupou meu coração, manteve cativa minha alma quase indolente. Um dia fostes minha amada ou minha idolatrada, joia de Quilates infinitos. Tinha a voz que me encantava, enfim me enfeitiçava com este sorriso tão bonito.
Hoje eu me lembrei de você, veio a mente as cenas ,as peripécias da bela garça me invadiram as lembranças. Fiquei assim jogado como que hipnotizado ou cão que caiu da mudança. A mesma vida que me ensinou te amar, tambem me ensinou guardar nos jardins da poesia que hoje ponho melodia.
Nosso encontro foi tão lindo e cheio de magia, te transformei em poesia cheia de encantamento, eu era menino levado ou gigante abobalhado quando rolava nossos momentos. Mas o tempo passou fui em outra direção com dor no coração mas venci as barreiras. Se hoje lembro de ti é com carinho que ainda tenho pela garça pantaneira, ou será mineira?
Enfim onde andas?
quarta-feira, 4 de junho de 2025
Encontro Horripilante, Noite Agonizante
Era uma noite normal, de trabalho rotineiro, quase fim de expediente,
claro uma noite excessivamente quente, mas eu nem imaginava o que estava por
vir naquele escolar ambiente. Sim era uma escola onde eu trabalhava, era um
servidor dos que cuidam da escola, com carinho ás vezes faz até tarefas fora de
suas atribuições (mas esta é outra estória),vamos ao que interessa. Era sexta
feira e eu estava todo tranquilo pois logo iria embora, ledo engano, eram em
torno de vinte e uma horas e eu saio do trabalho as vinte e três, mas chega
alguém da direção e lembra que no dia seguinte no sábado, haveria prova de
concurso e as salas deveriam estar arrumadas, e agora? Todos nos perguntamos só
eu, uma colega e o gestor naquele momento ninguém mais ali e os dois não
poderiam ficar, mas como a escola estaria pronta para o devido evento no dia
seguinte? Sábado? Depois de tantas argumentações, ponderações eu assumi a
tarefa, combinamos assim eles iriam embora eu organizaria as salas segundo
layout fornecido pelos organizadores ainda bem que eram apenas as salas,
carteiras e cadeiras pois material impresso como cartaz, setas, etc...estavam
prontos. Isso não acontece normalmente numa escola, foi um imenso acidente,
talvez providenciado pelo além para que eu vivesse aquela noite que nunca mais
esquecerei.
Então eles saiam eu os acompanhei até a porta, e logo voltei para pôr
mãos à obra e terminar logo e ir dormir também, porém sabia que não acabaria
antes de 6:00hs quando deveria chegar as primeiras pessoas que trabalhariam no
referido evento, assim que virei as costas e eles saíram olhei para trás as
luzes de fora haviam se apagado.
Estranhei, pois, nem ouvi barulho de disjuntor desarmando que poderia
acontecer por uma sobrecarga, mas deixei como estava, pois as luzes de fora não
eram problemas e eu perderia tempo buscando chaves do quadro de luz. Mas não
parou por aí as coisas estranhas, ao passar pelo corredor em frente a janela
que um dia debruçado escutei um tec,tec,tec de saltinho de mulher passando
atrás de mim e ao olhar nada vi(isso durante o dia), naquele momento ouvi os
mesmos barulhos á minha frente desta vez, sem nada ver.
Me arrepiei todo, mas não tinha tempo para chiliques, fui então para a
primeira sala e comecei a arrumar as carteiras segundo o layout estabelecido,
arrumei aquela sala com cabelos a todo corpo arrepiado, chegava gelar o corpo
apesar do calor que estava fazendo naquela noite.
De vez em quando eu via vultos passando pelo corredor, ouvia barulho na
sala ao lado de arraste de carteiras, vozes como se estivessem aulas, de
repente um garoto parou e olhou na porta, ficou alguns minutos me olhando,
parecia aluno da tarde, fui até a porta sumiu dando gargalhadas. E assim foi
durante todo tempo em que gastei para arrumar a primeira sala, algumas vezes ouvia
_oi tio, é assim que me chamam na escola. Mas eu nem olhava para ver quem
dizia, continuava na arrumação, enfim acabei aquela sala perecia que durou um
ano só na primeira, mas foram apenas alguns minutos.
Fui para a segunda, qual foi minha surpresa, a sala estava arrumada,
todas carteiras e cadeiras dispostas exatamente como a primeira, me arrepiei,
segui então á terceira sala, estavam poucas carteiras e cadeiras desarrumadas,
em poucos minutos então arrumei aquela também e subi para as salas do andar
pavimento superior que são em maior número.
Ao subir a escada parecia que uma multidão me acompanhava, eu não olhava
para trás apenas sentia o corpo gelar cabelos arrepiar, existe uma sala onde o
antigo caseiro dizia que sempre via um homem de chapéu á sua porta.
Não foi diferente ao subir o último degrau, caminhar alguns passos me
deparei com a referida sala, o tal estava encostado na porta como a me receber,
era um homem alto, todo de preto, chapéu grande na cabeça, como a sorri embora
eu não visse completamente seu rosto.
Meu corpo que já estava gelado parecia que o couro se juntava, contraía,
as juntas doíam todas e mal conseguia andar.
Me direcionei antão ao outro corredor, arrumava cada sala pensando, como
farei para arrumar aquela do cara na porta? Como entraria ali? Ele deixaria? O
caseiro nunca me disse se havia entrado naquela sala mesmo como o cara ali.
Afinal ele passava apenas pelos corredores para alcançar os quadros de
luz e apagar as luzes a noite e acender pela manhã.
Cada sala daquela que eu arrumava em alguns minutos, pareciam anos
demorados para terminar cada uma eu já nem me incomodava com alunos
(espíritos)que apareciam, sentavam nas cadeiras que eu arrumava, passavam pelos
corredores, alguns me chamavam ao longe, pelo nome.
Minha preocupação agora era o chapeludo, como arrumar aquela sala? E
foram assim horas intermináveis, poucas horas, mas angustiantes, torturantes,
delirantes e agonizantes, eu tinha já dificuldades até para respirar.
Acabei de arrumar as salas do primeiro corredor, agora faltavam poucas
salas no segundo acho que quatro ou cinco, incluindo a primeira que
automaticamente determinei que seria a última. Passei pela porta o frio, aliás
gelo do corpo aumentou zilhões de vezes ao passar por aquele ser intrigante de
chapéu ali na porta desta vez não parecia me receber, mas sim impedir que eu
entrasse. Até sua expressão que antes parecia sorrir agora parecia de ódio, de
irritação, de agressividade, não sei como não desmaiei ao passar por ele, até
minha corrente sanguínea parecia parar, meu sangue gelar.
Me dirigi á última sala daquele corredor, arrumei sem muita rapidez,
afinal minha angústia por saber que tinha que arrumar a primeira sala que
deixei por último e como passaria pelo ser protetor desta, eu pediria licença? Passaria
de supetão por ele? Afinal espíritos são ar, passaria sem problemas por
ele(supostamente).
Mas a eternidade de tempo gasto em cada sala retardava esta decisão que
deveria tomar ao chegar o momento, neste momento já haviam uma multidão comigo
como se fosse torcida alguns a meu favor, outros contra rindo da minha cara,
mas um monte de meninos, meninas velhos e velhas, até escravos apareceram por
ali com correntes e tudo.
Acabei enfim as salas daquele corredor restando apenas a do chapeludo,
cheguei na porta com passos de tartaruga, as pernas pareciam pesar centenas de
quilos, toneladas, mas arrumei coragem não sei de onde e fiquei cara a cara com
ele.
O ser levantou a cabeça afinal pude ver claramente sua face, expressão
de quem sentia ódio e pronto a me atacar, simplesmente disse:_ Boa noite, o
senhor me dá licença? Posso entrar? Preciso arrumar esta sala também. Olhei no
relógio do celular eram cinco horas, completei preciso deixar tudo arrumado até
as seis horas falta apenas uma.
Ele meio que se afastou parcialmente, deixando um pequeno espaço (meia
porta) para eu passar, mesmo já parecendo morto de tão gelado eu avancei quando
passei por ele, senti como se ele passasse o pé em mim me fazendo cair.
Eu então realmente caí, mas não encontrei o chão da sala, continuei
caindo, caindo como num abismo, eu ia virando, virando, uma hora estava de pé,
outra de cabeça para baixo e continuava caindo.
Como se estivesse no espaço, mas era tudo esquisito, ora iluminado, ora
tudo escuro se nada ver, apenas luzes distantes, vultos, eu apenas pensava onde
estou? E as carteiras e cadeiras daquela sala? O pessoal teria que arrumar
quando chegasse e o meu fim qual seria agora? Para onde estava indo?
Seria realmente meu fim?
E o chapeludo sumiu, me derrubou naquele “buraco” e sumiu, pensava, será
meu fim? Estou morrendo? Onde será que esta queda me levará? Comecei a rever
minha vida, desde a infância, via todos os monstros dos quais eu tinha medo,
passavam por mim alguns sorrindo, outros como a querer me devorar.
Parecia uma eternidade passando naquela queda, vi todos meus parentes
mortos, avós, tios, primos irmãos, só não vi meu pai terá reencarnado? Mas
enfim a queda não acabava, caía, caía, caía.
Senti uma mão me tocando e uma voz que dizia
acorda dorminhoco, me leve á feira. Abri os olhos e vi minha esposa sorrindo me
chamando para ir a feira, eu estava dormindo em minha cama, minha casa e agora?
Eu pensava o que aconteceu? Como cheguei até aqui? Terá sido sonho?
Eu perguntei, mas tem feira hoje? Ela disse claro tem a feira de sábado,
pensei ah! então hoje é sábado? E que horas são? perguntei são dez horas
precisamos ir logo a feira, senão ficam só o resto e não encontramos produtos
de boa qualidade.
Fiquei pensando se perguntava a ela quando cheguei em casa e como
cheguei, afinal estava tudo tão real em minha cabeça, tão confuso.
Só uma semana depois eu consegui entender se foi sonho ou não aquilo
tudo, mas você, não saberá, fiquei na dúvida, aliás o que você acha? Foi sonho
ou foi real?
Célio Rheis
sábado, 31 de maio de 2025
Rádio Cultura de Jacareí
quinta-feira, 29 de maio de 2025
Isso Foi no Trabalho
Já tentei falar de nós em outras poesias ou outras ocasiões que poderia ser encontro de almas o encontro de corações, você chegou como água ocupando os espaços ou como estrela iluminando as escuridões.
Foi marcante sua chegada eu diria até triunfal despertou meu coração de amante, minha alma sideral, em pensei te amar, acho até que amei, mas fiquei ali no meu canto.
Te observava, te admirava até te desejava, mas suas atitudes apenas olhava ,me via com subalterno, um lacaio ou coisa assim e aquilo foi causando uma decepção em mim.
Até comentei com uma amiga que meu cuore balançava diferente, parecia despertado por um sentimento incandescente ,mas ao ver os "tipos" com os quais se envolvia minha admiração se desfazia.
Ah! mulher de brilho farto fulgurante a brilhar, estonteante a meu coração sem querer estilhaçar, brilhava mais que o sol tenho certeza, mas as nuvens ao seu redor te ofuscava, apagava.
Pensei até em dado momento tomar coragem e me revelar, mas minha alma gritou: nesta fila não deves entrar e fui deixando o sentimento apagar, nunca deixei de te tratar com educação, mas meu coração não irá mais enfeitiçar.
Célio Rheis
domingo, 25 de maio de 2025
Você foi algo que marcou em minha vida
Você foi algo que marcou em minha vida você é um capítulo de minha história,
O nosso amor é a coisa mais linda que hoje vive gravada em minha memória.
A nossa vida constitui-se de momentos ela é feita de tristezas e alegrias,
Nesta minha tão turva realidade, você foi minha doce fantasia.
Eu não sei como fui amar tanto você por isso vivo até hoje a recordar,
Até agora eu não soube te esquecer, mas sei tambem que não sabes me lembrar.
A vida é um livro particular de cada um que o devemos escrever ou ler vivendo,
Cada passo desta vida que se vive é um momento de irmos aprendendo.
A sua página em meu sagrado livro da vida é a mais vista lida, relida e repetida,
Eu não consigo passar desta lição embora outras tenho escritas e aprendidas.
Vou te amar, te relembrar eu acredito agora e sempre por toda eternidade,
Nosso amor foi o encontro mais bonito que eu vivi nesta vida de verdade.
Eu quero te fazer um solo
Eu quero te fazer um solo, te pegar no colo e te encher de amor,
Quero apagar o sol, acender a lua gritar pelas ruas se preciso for.
Eu quero ser teu escravo, até seus pés eu lavo e te abraço forte,
Vou ser o cara mais bobo, ser um homem feliz se tiver esta sorte.
Hoje eu te imagino te almejo e desejo até contigo eu sonho,
Es minha fantasia, es minha rainha ou musa de minha poesia.
Es a razão do meu viver, do meu existir ou da música que agora componho ,
Do pulsar de meu coração, meu estado de êxtase ou minha alegria.
Talvez a minha loucura, minha embriaguez ou minha bebedeira,
Me deixas fora de mim, tão assim tão sem rumo ou direção.
Voltando a lucidez volto a razão, mas te querendo inteira,
Vou andando por ai pensando em ti, explodindo o coração.
https://whatsapp.com/channel/0029VbAqyvuHVvTXRWIxR31Z
sábado, 24 de maio de 2025
A Galinha Cocó e o Galo Cocô
https://www.youtube.com/c/CelioRheis2016
Comecei a contar em vídeos a estória da Galinha Cocó e o Galo Cocô, estória que é baseada em fatos reais não deixe de acessar meu canal e me prestigiar com seu like e sua inscrição.
domingo, 27 de abril de 2025
Minha evolução
Quando criei este blog eu nem imaginava que teria a evolução que tive até hoje, eu tinha apenas o curso técnico em eletrônica estava desempregado e sem perspectivas nenhuma, prestei concurso na secretaria de estado de educação São Paulo e passei.
Ganhava incialmente um salário miserável tinha mês que dava menos que o salário mínimo, fiz mais um curso técnico que prefiro nem relatar aqui, fiz duas graduações e duas pós graduações com estas eu consegui passar por um reenquadramento e tive 200% de aumento salarial.
Hoje não ganho muito, mas é 200% maior do que que recebia ao entrar em 2013 e além disso tenho paralelamente uma aposentadoria do INSS que majora minha renda e faz com que eu seja um velho não tão na miséria. Poderia ganhar mais fazendo bicos na parte da manhã, mas minhas dores de coluna não me deixam esquecer que envelheci.
Acho que sou feliz apesar de tudo e grato pelo que tenho, embora tenha pouco.
sábado, 12 de abril de 2025
Vamos revigorar nosso canal no Youtube
A algum tempo não posto videos no canal Casa Vermelha e vou reavivar este meio de comunicação, vamos começar falando sobre como escrever, editar e publicar um livro.
Dia 23/04/2025 estarei ao vivo falando um pouco desta experiência maravilhosa que é escrever
https://www.youtube.com/@celiorheis2016
quinta-feira, 3 de outubro de 2024
Perdi o Trem
Perdi o trem da história talvez o ponto certo não soube te falar que sentia ou que sinto, mas eu a tenho a todos instantes na memória não minto, é um carinho tão grande que passei a ter por você.
Minha vontade é te abraçar quando a vejo, mas você chega tão veloz e sai tão imediata que nem dá tempo de me deliciar com sua voz ou ter a sensação exata que gostaria de ter já cheguei a te falar meio sem jeito e sem graça do que tenho em meu peito.
Eu tenho a impressão de ser carinhosa comigo e é, mas tenho medo de confundir tudo e dar com os burros na água , mas eu precisei escrever para desfazer o nó que aqui se faz em minha garganta, será que sou tão anta? Que não consigo interpretar você ler sua alma? Calma é apenas uma forma de dizer talvez que eu sinta mais que amizade.
Quando aparece mesmo de relance sempre muito envolta em sua rapidez eu não consigo me desvencilhar de minha timidez, já cheguei ensaiar palavras para te dizer e até imaginei dizendo em seu ouvido, será que iria gostar não sei, mas não duvido, fico aqui pasmo até acho que meio perdido, estou começando me sentir exaurido, acho que não vai passar de ilusão, relaxa coração.
Musa maravilhosa mesmo que nunca venha tocar em você eu sinto sua tez tão suave, tão cheirosa que fica esvoaçando dengosa aqui na minha mente e eu que muitas vezes sou julgado um bravo, um valente não passo de um menino carente, carente de seu amor.
Mas acho que perdi o trem não me declarei, embora eu te queira como nunca quis vou procurar na minha encolha ser feliz.
sábado, 27 de julho de 2024
Ajuntei Meus Cacos Botei no Saco e Saí
Um dia te encontrei num canto como uma rosa despedaçada, como um pássaro toda encharcada pela chuva, te dei um ombro, carreguei no colo dei carinho e até meu coração.Assim me transformei em seu homem, seu companheiro, seu defensor te defendia como um cão.
Tanto cuidado reciprocidade, tanto carinho e amor era trocado inicialmente, foram alguns anos de lado a lado, mão na mão para o que der e vier eu era seu homem e você minha mulher. Eu posso até dizer que foi com você que conheci um pouco de felicidade.
Mas o tempo passou e veio aquele tempo, meio sem tempo ou excesso de tempo a união aquela que havia com certa magia foi se perdendo você no seu quarto, eu no meu quarto eu não percebia que ao proteger-te e a mim eu a perdia. Foi o resultado da chamada pandemia, o poeta sua musa perdia.
Hoje aqui sozinho no meu canto resolvi escrever este conto ou poesia, que fale de nós de uma forma elegante, mas sem magia, sem rancor e sem amor, apenas uma análise fria. Eu fui importante enquanto importava, fui amante enquanto amava, mas quando perdi o encanto me jogaste num canto, tu me descartavas.
Não te julgo , não te condeno pois não tenho esta alçada, mas posso te garantir sempre te cuidei e até amei fostes de forma diferente por mim amada, não esqueço suas palavras enquanto a gente se amava, parece encantamento ou feitiço, nunca com mais ninguém já me aconteceu isso. Mas passou.
Outro dia então sem nada no olhar, nem amor ou compaixão, ouvi de sua boca o rompimento da relação, não te quero mais acabou e de uma forma cruel você tirava meu teto, minhas paredes e até meu chão. Não discuti, nada falei, mas não resisti e chorei.Talvez eu visse ali minhas forças terminadas para recomeçar.
Mas ao ver chegar o fim ajuntei meus cacos, botei no saco e saí. Fim.
